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27.03.2019

Texto: Erika Beux e Rodrigo Cruz

Fotos: Erika Beux

Como conhecer lobos-marinhos, iguanas-marinhas, pinguins, fragatas, atobás-de-patas-azuis, tartarugas-gigantes, tubarões-martelos, raias mantas, cardumes de móbulas, chitas e mais 5000 espécies de animais e vegetais num único lugar? É muito simples responder a esta pergunta: vá para Galápagos!

O destino está localizado a 600 milhas da costa ocidental do Equador (cerca de 1000 km), o Arquipélago de Galápagos já foi refúgio de piratas e navegantes que exploravam os oceanos, mas hoje recebe mais de 240 mil turistas por ano interessados em conhecer o lugar com a maior biodiversidade do planeta.

Segundo as estatísticas de 2017 do Parque Nacional de Galápagos, o Brasil está em 15º lugar em número de visitantes com menos de 1% do total de turistas.

Esse baixo índice pode estar relacionado ao conceito que muitos mergulhadores brasileiros têm de que só vale a pena ir para Galápagos se for para conhecer Wolf e Darwin, as ilhas mais remotas do Equador. Talvez este pensamento esteja associado por causa dos pacotes oferecidos pelas escolas de mergulho, os quais são direcionados para estes roteiros. Porém, o custo da viagem acaba distanciando demais o sonho dos apaixonados em conhecer de perto o paraíso que também encantou o capitão Jacques Cousteau nas suas expedições pelo mundo subaquático.

Chegar em Galápagos é relativamente simples (veja abaixo) e existem duas formas de conhecer as ilhas: por terra, ficando hospedado em hotel, pousada e hostel ou em liveaboard.

Mas qual a melhor opção? A escolha deve levar em consideração os seus principais objetivos de passeios e a disponibilidade do seu orçamento.

Há quem diga que o melhor é conhecer as ilhas em liveaboard, pois somente com cruzeiro é possível chegar nas ilhas de Wolf e Darwin após 15-20 horas de navegação. Esses locais abrigam a maior biomassa de tubarões do planeta e podem ser vistos cardumes enormes de tubarões-martelos, além de tubarões-tigres, tubarões-de-galápagos e tubarão-baleia.

A média de preço para 7 noites embarcadas com mergulhos inclusos fica entre $4000 a $6000 dependendo da embarcação, conforto e roteiro. Porém, ainda é preciso acrescentar os custos adicionais de nitrox, gorjetas, taxas do parque, hospedagem em terra que podem ser necessárias antes do embarque e/ou depois do desembarque, entre outros.

Há quem prefira ficar nas ilhas para fazer passeios terrestres e mergulhos com saídas diárias para pontos que as navegações levam entre 30-45 minutos. O custo da viagem irá variar dependendo da hospedagem, da quantidade de passeios, mergulhos e da negociação dos valores com o seu guia ou agente de viagens.

Neste tipo de programa, que carinhosamente apelidamos de “Galápagos de Pobre”, é possível gastar em torno de $1700 para 7 noites com 6 dias de mergulhos diários com almoço e transfer. Para este tipo de viagem, deve-se considerar ainda no orçamento as taxas do parque, alimentação, passeios, gorjetas, entre outros.

A quantidade de tubarões-martelos que você verá no mergulho diário é diretamente proporcional ao valor pago na trip. Enquanto num liveaboard podem ser vistos cardumes de 200 a 500 tubarões, no mergulho diário os cardumes de martelos têm entre 20 a 100 indivíduos, o que já é bastante para quem nunca mergulhou com estes animais.

Estudos estimam que o valor turístico que um tubarão vivo gera em Galápagos é de $ 350.000 por ano, mais de $ 5 milhões ao longo de sua vida, enquanto um tubarão pescado gera apenas $ 158 de renda.

Achou interessante? Então vamos conhecer mais sobre Galápagos a seguir:

SOBRE O GALÁPAGOS:

O arquipélago formado por 13 ilhas principais inspirou o pesquisador Charles Darwin a desenvolver a teoria da Seleção Natural em meados do século XIX, após observar a evolução das espécies de animais que não existiam no continente e que eram diferentes em cada ilha visitada.

A cada ano, aumenta o número de turistas atraídos em conhecer o maior laboratório vivo de biologia do mundo, em busca de experiências de mergulhos e trekking por trilhas na mata, praias e vulcões.

Vulcões? Sim, segundo o Instituto de Geofísica Equatoriano, o arquipélago é considerado uma das zonas vulcânicas mais ativas do mundo. Em 2018, dois vulcões entraram em erupção: o vulcão La Cumbre, na Ilha Fernandina e o vulcão Sierra Negra, na Ilha Isabela, mas as lavas não afetaram os habitantes e animais locais.

A convergência de diversas correntes oceânicas em Galápagos garante todos os nutrientes necessários para a vida marinha local e ditam o clima das ilhas que, em conjunto com o relevo montanhoso dos vulcões, influenciam diretamente na umidade e, consequentemente, na vegetação encontrada.

Galápagos é tão incrível que é possível ver numa mesma cena as paisagens áridas serem brutalmente interrompida por oásis de praias com areias brancas, manguezais e água azul cristalina. A natureza é tão perfeita que integra com harmonia quase todos os ecossistemas aquáticos e terrestres num território de 8 mil km².

Das treze ilhas principais, apenas quatro são habitadas:

Santa Cruz: a mais populosa com cerca de 20 mil habitantes. A sua principal cidade é Puerto Ayora, onde ficam localizados os restaurantes, a rede hoteleira, o comércio, o Centro de Pesquisas da Estação Charles Darwin e o Centro de Criação de Tartarugas Gigantes. Na vila de Santa Rosa moram 400 habitantes que são responsáveis por quase toda a agricultura que abastece a ilha com produção de café, leite, carne, frutas cítricas, mandioca e banana.

San Cristóbal é a capital administrativa de Galápagos e possui em torno de 7 mil habitantes. Nela estão localizados um dos aeroportos e a Universidade que atende o arquipélago, a qual recebe estudantes estrangeiros todos os anos.

Isabela: é a maior ilha e possui apenas 300 habitantes. A maioria vive dos serviços do turismo local e vale a pena ficar de 2 a 3 noites hospedado para fazer os passeios nos túneis de lava, conhecer o centro de criação de tartarugas gigantes, fazer um trekking nas trilhas de mata e nos vulcões, além de desfrutar dos pontos de mergulho que saem somente desta ilha.

Floreana: é a sexta maior ilha do arquipélago e foi a primeira a ser habitada em 1832. Hoje, com cerca de 3000 habitantes, o governo ainda tenta restaurar o meio ambiente modificado pelos humanos, animais e plantas invasoras trazidas pelas embarcações naquela época.

Um dos principais pontos de mergulho é chamado de Devil’s Crown, onde é possível encontrar tubarões de diversas espécies, tartarugas, moluscos e cardumes de peixes variados.

COMO CHEGAR:

O arquipélago possui 2 aeroportos: Aeroporto de San Cristóbal (SCY) e o Aeroporto de Baltra (GPS), os quais recebem voos diários de Quito e Guayaquil. Saindo de São Paulo para o Equador, os voos podem fazer conexão em outros países como Colômbia, Panamá ou Peru e as passagens custam a partir de $600 dólares.

Tanto em Quito e Guayaquil, o passageiro pagará uma taxa de controle de trânsito de $20 dólares e em San Cristóbal ou Baltra, pagará a taxa do Parque Nacional no valor de $50 dólares para brasileiros e $100 dólares para estrangeiros.

Para chegar em Puerto Ayora, o desembarque tem que ser em Baltra, pegar um ônibus ($5 por passageiro – 20 minutos de estrada), pegar uma balsa para o Canal de Itabaca em Santa Cruz ($1 por pessoa – 15 minutos de travessia) e depois pegar um táxi do canal para o centro de Puerto Ayora ($25 por carro de até 4 pessoas – 45 minutos de estrada asfaltada).

OS MERGULHOS:

Existem 8 operadoras de mergulho em Santa Cruz e dezenas de agentes de turismo que revendem as vagas das embarcações. Cada barco tem o dia certo para operar num determinado ponto de mergulho, por tanto, se você quiser repetir um ponto de mergulho na semana, terá que trocar de operadora. Desde que negociados com antecedência, os grupos fechados podem repetir um ponto de mergulho, mas a operadora precisa da autorização do parque para tal.

Os mergulhos custam entre 170 a 240 dólares cada saída com 2 cilindros, lastro, lanche e almoço. Fique atento se neste valor também está incluso o transfer de ida e volta do seu hotel ao Canal de Itabaca, pois algumas operadoras cobram 40 dólares a mais pelo traslado.

A operadora que contratamos foi a Eagleray Tours, do instrutor Álvaro Sevilla que, junto com o instrutor Israel Soberón, o capitão Juan e o cozinheiro Darwin, tornaram nossa semana simplesmente fantástica. O Álvaro tem tanta experiência nos mergulhos de Galápagos que entende do comportamento dos animais e sabe exatamente onde encontrar cada espécie, proporcionando o encontro com os cardumes de tubarões-martelos, peixe-lua, lobos-marinhos, raias mantas e outros. Eu mergulho há 8 anos e essa foi a melhor operação que já tive, o melhor briefing que ouvi, sem falar na descontração na hora de se equipar e nos intervalos de superfície ao som da excelente playlist de Israel. Definitivamente, recomendo a Eagleray sem ressalvas.

SOBRE OS PONTOS DE MERGULHO:

North Seymour & Daphne Minor –  localizados na parte norte da Ilha de Santa Cruz a 30 minutos do Canal de Itabaca, os mergulhadores de todos os níveis podem fazer estes mergulhos, apesar de, eventualmente, terem fortes correntezas. Podem ser vistos os jardins de enguias, raias chitas, cinco espécies de tubarões, tartarugas-marinhas, raia manta, móbulas e diversos cardumes de peixes tropicais.

Mosquera – é uma ilha formada de rocha e areia localizada entre Seymour e a Ilha de Baltra. Podem ser vistos inúmeros lobos marinhos, tubarões, barracudas, raias chitas, mantas, móbulas, tartarugas e densos cardumes de peixes.

Bartolome & Cousin Rocks – situados na parte nordeste da Ilha de Santiago a 90 minutos do Canal de Itabaca, são locais de mergulhos fáceis, sem fortes correntezas, com muitos recifes de corais endêmicos, cavalos-marinhos, pequenos peixes coloridos e uma grande variedade de moluscos e outros invertebrados. Podem ser vistas também estações de limpeza de tartarugas e raias mantas, mas também são corredores de passagem de sete espécies de tubarões, lobos marinhos e golfinhos.

Gordon Rock – é considerado o melhor ponto de mergulho das ilhas centrais e está situado na costa leste da Ilha de Santa Cruz a 50 minutos do Canal de Itabaca. Este ponto é para mergulhadores avançados com pelo menos 20 mergulhos registrados, pois o local costuma ter fortes correntes desafiadoras do tipo “washing machine” e as pessoas costumam surtar no mergulho. Mas são essas mesmas correntes que trazem o plâncton para a superfície atraindo animais pelágicos de todos os cantos das ilhas. O que ver neste ponto? TODAS as espécies de animais passam por ali: tubarões (inclusive tubarão baleia), móbulas, tartarugas, raias chitas, mantas, cardumes gigantes de várias espécies de peixes, peixe lua e até, orcas!  Nosso grupo fez dois dias de mergulhos neste ponto porque vale muito à pena! Se não houver muito tempo na sua programação e precisar escolher um único ponto para mergulhar, definitivamente escolha Gordon Rock.

OS PASSEIOS:

O melhor de ficar hospedado em terra em Galápagos é que tem muitas opções de passeios para fazer além de ficar submerso. A maioria pode ser feita na volta do mergulho e com baixo custo, preenchendo facilmente o dia com experiências incríveis. Seguem algumas indicações:

ILHA BALTRA – onde fica localizado um dos aeroportos de Galápagos e serve de ponto de abastecimento das embarcações, próximo à base da marinha. É possível desembarcar e desfrutar de uma bela praia quase desértica, habitada apenas por aves, lobos-marinhos e iguanas-terrestres, as quais são maiores que as iguanas-marinhas. O visual paradisíaco rende fotos fantásticas de lembrança.

TORTUGA BAY – apenas 45 minutos de caminhada de Puerto Ayora. A praia de areias brancas e água azul-turquesa pode ser acessada por uma trilha de pedras muito charmosa cercada por uma floresta de cactos gigantes.

É possível encontrar tartarugas marinhas, iguanas, fragatas, pelicanos, fazer snorkeling, caiaque, surf e se estiver cansado para voltar os quase 3km a pé, o táxi-aquático o levará para Puerto Ayora por 10 dólares por pessoa e tem saídas de hora em hora. Próximo ao píer de embarque/desembarque de passageiros, a lancha não pode atracar e o visitante é obrigado a trocar de barco e pagar mais $0,80 a $1,00 pelo pequeno trajeto. É um local encantador e vale à pena conhecer.

HIGHLANDS – no centro da Ilha de Santa Cruz estão as Highlands (Terras Altas) que oferecem um contraste exuberante entre as praias e as terras áridas da ilha. Este passeio pode ser feito logo após o retorno do mergulho, pois fica entre o Canal de Itabaca e Puerto Ayora. Os próprios motoristas e guias do traslado podem levar o grupo facilmente.

A primeira parada é em Los Gemêlos, que são duas crateras gigantes cobertas por vegetação e no Bosque de Escalesias, com mais de 15 espécies de Scalesias, uma planta endêmica de Galápagos.  

A segunda parada é no Rancho El Chato, um passeio muito interessante, pois é possível observar as tartarugas gigantes com mais de 100 anos de idade no seu habitat natural, inclusive na beira da estrada.

Nesta reserva, o visitante andará nos corredores de três túneis de lava vulcânica e experimentará o maravilhoso café produzido na própria ilha de Santa Cruz. O custo do passeio é de $ 50 dólares por carro de até 4 pessoas + $ 5 de ingresso por pessoa na entrada do rancho. Dica: use as botas de borracha que são emprestadas para andar nas trilhas por causa da lama.

ESTAÇÃO CIENTÍFICA CHARLES DARWIN – um complexo de instalações com escritórios e laboratórios de pesquisas, sala de conferência, loja de souvenir e coleção de história natural abertos ao público. O local serve para municiar o Governo do Equador com informações para ações de sustentabilidade e conservação do arquipélago. Distante 20 minutos de caminhada de Puerto Ayora, a estrada também leva ao Centro de Criação de Tartarugas Gigantes e a Playa de la Estacion, onde é possível observar um amontoado de iguanas marinhas se aquecendo sobre as gramíneas e, com sorte, é possível vê-las se alimentando no mar.

Como lembrança, o visitante poderá levar um registro fotográfico com a estátua de Charles Darwin em tamanho natural e carimbar o passaporte com o símbolo da Estação. Custo do passeio: grátis, mas leve dinheiro (ou cartão) para comprar roupas e lembrancinhas na loja da Fundação. As peças são bonitas, de alta qualidade e você ainda ajudará na verba das pesquisas da ilha.

CENTRO DE CRIAÇÃO DE TARTARUGAS TERRESTRES FAUSTO LLERENA – as tartarugas gigantes de Galápagos estão ameaçadas de extinção e por causa do isolamento geográfico, cada ilha possui uma espécie distinta da outra. Para tentar salvar as cascudas, os pesquisadores montaram um centro de criação e reprodução aberto aos visitantes, os quais podem conhecer os berçários de espécies de várias ilhas e, se tiverem sorte, poderão ver os adultos copulando.

Neste centro também fica localizado o corpo taxidermizado do Solitário George, a mais velha tartaruga gigante da ilha e único exemplar da sua espécie, que acabou sendo extinta por não ter deixado descendentes. Custo do passeio: grátis.

AVENIDA CHARLES DARWIN – a charmosa avenida da orla de Puerto Ayora onde ficam localizados diversos restaurantes, hotéis, bares e as mais variadas lojas de comércio da Ilha. No caminho, você pode se deparar com preguiçosos lobos-marinhos deitados nas calçadas ou bancos de praça, pelicanos e garças no mercado do peixe esperando um agrado dos pescadores e tudo isso rendem ótimas fotos.

Outras dicas de passeios em Santa Cruz: Laguna las Ninfas, Las Gretas e German Beach.

 “Day tours” saindo de Santa Cruz para as ilhas: Bartolome, Isabela, North Seymour, Santa Fé e South Plaza – custam em média de $160 a $240 dólares por pessoa.

Nosso grupo optou por fazer o day tour guiado em Isabela, porém, só recomendo se não houver tempo para ficar hospedado pelo menos uma noite na ilha, pois é muito cansativo fazer o “bate-volta”. Navegamos por 2 horas num táxi aquático com o mar batido na ida e na volta. Conhecemos o centro de criação de tartarugas de Isabela, a lagoa de Flamingos, a Ilha das Tintoreras para ver os pinguins, atobás-de-patas-azuis, fragatas, iguanas-marinhas, lobos-marinhos e, os corajosos, fizeram snorkeling na água gelada para ver os tubarões-galha-branca, tartarugas-marinhas, raias e muitos peixes. O passeio leva 12h e custa $ 160 dólares por pessoa com almoço + $10 dólares de taxa de entrada em Isabela.

QUANDO IR:

Janeiro-Junho: Verão – período chuvoso, porém com temperaturas em torno de 23° a 30°C e a água pode chegar a 27°C.

Julho-Dezembro: Inverno – período mais seco e com temperaturas mais baixas variando de 15° a 24° graus (sim, pegamos 15° graus no Equador) e a temperatura da água varia de 18° a 23°C. Período que tem a influência da corrente de Humboldt e a maior biodiversidade marinha. Melhor mês para ir é Agosto.

DICAS:

  • Obrigatória a apresentação da vacina da febre amarela no embarque.

  • Não é permitido levar alimentos perecíveis, plantas e animais de uma ilha a outra.

  • Todas as malas passam por revistas de cães farejadores no aeroporto.

  • Fique atento às regras de franquia de bagagem do seu bilhete aéreo, pois tem companhia que não permite mais de 1 volume despachado de 20kg. A maioria das operadoras de mergulho tem o aluguel de equipamento embutido no preço da saída, mas confirme todas essas informações antes de fazer sua mala!

  • Respeite as regras locais quanto à distância mínima para aproximar-se dos animais e a não utilização de flash.

  • Não alimente nenhum animal da ilha.

  • Tenha sempre um protetor solar, água e um casaco em todos os passeios ou caminhadas. No segundo semestre do ano, a temperatura do ar costuma ficar mais fria com o vento ou com tempo nublado e ao anoitecer.

  • Leve dólar em espécie. Muitos locais não aceitam cartão de crédito e os que aceitam cobram em torno de 12% a mais.

  • Uma garrafa de água de 500ml custa em média 3 dólares em bares/restaurantes e os jantares gastávamos em torno de 20 dólares por pessoa, mas existem locais tipo “botecos” e lanchonetes que servem petiscos mais baratos que os restaurantes.

27.03.2019

Texto: Rodrigo Tronquini e Erika Beux

Fotos: Erika Beux e Vera Leão.

Os encontros com raias mantas gigantes estão na lista de desejos de muitos mergulhadores, mas o que pouca gente sabe é que mergulhar com elas pode ser num local mais perto e mais barato do que se imagina.

No Brasil, as raias mantas são mais facilmente encontradas nas ilhas paulistas no período de Maio a Agosto e sem época definida no Arquipélago de Fernando de Noronha. Porém, como os encontros com as gigantes marinhas ocorrem ao acaso, o jeito é procurá-las em outros locais do mundo.

Atualmente, os destinos mais conhecidos para mergulhar com as mantas são: México (Caribe e Pacífico), Moçambique, Indonésia, Maldivas, Tailândia e Havaí. No lado caribenho mexicano é possível o encontro com as raias mantas junto com tubarões baleias num day tour de snorkeling no período de Junho a Setembro, quando os animais se aproximam da Isla Holbox e Isla Mujeres em busca de alimento. Em contrapartida, para mergulhar no lado do Pacífico mexicano e todos os demais destinos citados acima, o mergulhador precisará se programar com mais tempo e dinheiro, pois as viagens acontecem em locais de difícil acesso, onde só é possível chegar por liveaboard ou com diversos voos e conexões que podem levar mais de 30h ao destino final.    

Mas em épocas de crise, o brasileiro sempre dá um jeitinho de viajar e se divertir sem gastar muito.

Quando se fala em mergulhar no Equador, logo pensamos em Galápagos. Mas a sugestão é unir simplicidade com aventura e mergulhar com as raias mantas gigantes de Bajo Cope, partindo de Ayangue.

A pequena vila de pescadores pertencente à província de Santa Elena foi fundada em 1982 e é conhecida como a Piscina do Pacífico, distante apenas 150 km do aeroporto de Guayaquil.

Essa denominação é resultado do formato de ferradura da orla, proporcionando ao visitante uma praia de águas calmas e protegidas das fortes correntes que passam pela região.

No verão, Ayangue se transforma num local de veraneio onde é possível contemplar a bela paisagem e ainda desfrutar de boa comida, pois ao largo da orla existem vários “comedouros”, que são como barracas de praia de ambiente simples e aconchegante, onde é possível se deliciar com a gastronomia local desde petiscos à pratos de carnes e frutos do mar com excelente custo X benefício.

Se você espera agito, definitivamente Ayangue não é o lugar para baladas, mas é ótimo para quem quiser relaxar e descansar. Aos festeiros de plantão, a poucos quilômetros do vilarejo, encontrarão a “Ibiza das Américas”, segundo relato dos equatorianos. Montañita é uma praia muito popular entre os surfistas devido às excelentes ondas, mas também pelo seu clima festeiro repleto de bares e discotecas, perfeito para desfrutar de um ambiente latino único ao som do ritmo reggaeton.

OS MERGULHOS:

Ainda desconhecida pelo turismo do mergulho, Ayangue possui a Reserva Marinha Islote El Pelado, a qual é de grande importância para o país, já que abriga a maior diversidade de vida marinha nos seus 13 mil hectares de águas protegidas e 96 hectares terrestres.

Islote El Pelado é uma ilha oceânica localizada em frente à praia de Ayangue e não exige mais do que 15 minutos de navegação.  O costão rochoso de baixa profundidade abriga um recife de coral diversificado e ainda serve de refúgio para uma grande quantidade e diversidade de peixes e invertebrados, com destaque para os ouriços, estrelas-do-mar, anêmonas, nudibrânquios, lagostas e cavalos-marinhos. Para quem gosta de fotografia macro é o lugar perfeito para excelentes cliques.

Na parte terrestre da ilha é possível avistar os ninhais de aves marinhas como fragatas, pelicanos e atobás, além de se deparar com os lobos marinhos descansando sobre as rochas.

O ponto de mergulho também é famoso pela existência do “Sagrado Corazón de Jesús de las Aguas” uma estátua de Cristo com os braços abertos que se encontra a uma profundidade de 11 metros. Ela foi colocada por uma associação de pescadores locais em 2011 em forma de agradecimento pelo aumento da oferta de pescados na região.

Bajo Cope: “a cereja do bolo”.  Localizado a 20 milhas náuticas da praia da Ayangue, cerca de 1h a 1:30h de navegação, Bajo Cope é um parcel de três formações rochosas medindo em torno de 400 metros de comprimento, onde existe uma grande biodiversidade marinha como tartarugas, raias chitas, pargos, robalos, meros, peixe-lua, polvos, moreias e uma infinidade de peixes coloridos nos recifes de corais.

A temperatura da água de Dezembro a Junho fica em torno dos 26º C e pode chegar aos 14° C de Junho a Novembro por causa da Corrente de Humboldt que visita a costa equatoriana no inverno.

É com esta corrente que as raias mantas gigantes chegam em Bajo Cope e o local se transforma numa grande estação de limpeza entre os meses de Junho a Outubro.

Este ano de 2018 foi atípico e as mantas chegaram mais cedo. Em Março, os mergulhadores começaram a ter os primeiros encontros e o pico de avistamentos foi nos meses de Maio e Junho.

Em Agosto, dois grupos de mergulhadores brasileiros foram para Ayangue e pegaram condições de mar bem diferentes em questão de uma semana entre as trips. Um grupo teve o mar agitado, com ventos fortes, mar com ondas e correnteza que exigiram uma certa experiência dos mergulhadores. Já o outro grupo foi agraciado com um mar calmo, sem ondas, sem ventos fortes e sem correnteza que até mergulhadores iniciantes poderiam ter ido, porém isso não é o padrão dos mergulhos da região. Para encarar Bajo Cope normalmente é preciso ser mergulhador raiz, pois não existe ponto abrigado, a visibilidade pode estar comprometida e a subida à superfície é feita à deriva, sem cabo.

Durante as navegações de ida e volta de Bajo Cope, as baleias jubarte com seus filhotes davam um show à parte, ora saltando, ora acompanhando o barco e para qualquer lado do horizonte que olhássemos era possível ver inúmeros borrifos de água, que é o sinal de baleia respirando na superfície.

CONHECENDO AS MANTAS GIGANTES:

As raias mantas são parentes das móbulas e atualmente são conhecidas duas espécies de mantas: a Mobula birostris (M. birostris) e a Mobula alfredi (M. alfredi).

Nas Américas, encontramos apenas a M. birostris, a maior espécie de raia do mundo, podendo medir até 8 metros de envergadura. Elas são oceânicas, migratórias e vivem em grandes profundidades, mas se aproximam da costa em períodos sazonais em busca de alimentos e estações de limpeza.

As raias mantas se alimentam de plâncton e são totalmente inofensivas: não mordem, não possuem ferrão e nem dão choque como outras espécies de raias. A única defesa é o seu tamanho e a hidrodinâmica perfeita, permitindo que o animal possa nadar rapidamente para escapar dos seus predadores naturais: os tubarões e orcas. Porém, nada disso é suficiente para fugir do homem, que mata milhares de raias mantas no mundo todos os anos por causa de uma crendice infundada de que o aparelho filtrador delas tem propriedades medicinais e filtraria o sangue de pessoas com problemas renais.

Com a reprodução tardia, a baixa taxa reprodutiva e o alto índice de predação por pressões de pesca, colocam as raias mantas na lista vermelha da IUCN (International Union for Conservation of Nature) como espécies vulneráveis à extinção.

Qual o motivo disso?

As raias mantas atingem a maturidade sexual por volta dos 7 anos de idade e geram um único filhote após 14 meses de gestação. Além disso, entre uma cria e outra, as fêmeas entram num período de resguardo energético que pode levar de 2 a 3 anos. Ou seja, para um animal que possui uma expectativa de vida em torno de 20 anos, uma raia manta pode gerar de 5 a 6 filhotes em toda a sua existência, enquanto a pesca e captura acidental por by catch mata milhares de animais por ano.

O que Bajo Cope tem de especial?

Com a chegada das águas frias de Humboldt, as populações de mantas se aproximam da costa do Equador e se concentram nas estações de limpeza, onde duas espécies de peixes, o peixe-anjo e o peixe-borboleta, retiram os parasitas do corpo delas.

Extremamente curiosas, as mantas se aproximam dos mergulhadores e interagem o tempo todo: ora nadando em círculos como se fosse um carrossel, ora ficam paradas nas nossas cabeças ou esmagando a gente na areia. Quem já mergulhou com raias mantas em outros lugares do mundo afirma que essa interação só acontece com os animais do Equador.

Em cada mergulho podemos avistar de 4 a 8 animais diferentes, todos dóceis, e o nível de interação era tão grande, que é impossível descrever o que vivenciamos e a intensidade das emoções que sentimos devido a beleza do espetáculo que as raias nos proporcionaram em cada mergulho.

O que é mais fantástico no encontro com as gigantes não é observá-las e sim, ser observado por elas. O mergulhador vira o centro das atenções enquanto três ou mais animais desviam uns dos outros em um balé gracioso, como se disputassem lugar para ver quem chega mais perto. Até na parada de segurança tínhamos companhia como se as mantas quisessem dizer “até logo”.

Como conter o choro numa hora dessas???

Acha que acabou por aqui? Se mergulhar com raia manta já é maravilhoso, imagina com a trilha sonora do canto das jubartes? Em poucos lugares do mundo podemos mergulhar com os seres mais belos dos oceanos ao som das baleias cantoras.

Como não se apaixonar por um lugar que te surpreende a todo instante?

Mas vale ressaltar que Ayangue não é para qualquer um. Tanto a vila, quanto o hotel, restaurantes, a operadora de mergulho e o barco são muito simples, sem nenhum luxo, sem conforto e alguns quesitos beiram a precariedade. Porém, tudo é muito cômodo: o hotel em frente à praia de onde saem os barcos, a operadora ao pé da areia e ao do lado das barracas de comida e drinks, compensam boa parte das dificuldades que encontramos para nos adaptarmos ao estilo da comunidade.

26.03.2019

O planeta Terra é coberto por mais de 70% de água, ou seja, temos muitos lugares para mergulhar, mas poucos locais conseguimos unir as trips de mergulho com passeios culturais incríveis como no Egito. Afinal de contas, quem nunca sonhou em estar de frente às Pirâmides de Gizé, à Esfinge ou ver um sarcófago e uma múmia egípcia de perto?

O país mais populoso do continente africano, estima-se que tenha mais de 90 milhões de habitantes, é um dos mais visitados pelos turistas pelo seu legado cultural, sítios arqueológicos e, claro, pelos mergulhos no Mar Vermelho.

Quando estudamos as antigas civilizações na escola, o Egito sempre despertou fascínio de muita gente pelas figuras mitológicas, disputas de poder e o legado de seu povo que era muito à frente de seu tempo porque construíram pirâmides com mais de 100 metros de altura com blocos de pedra que pesavam mais de 2 toneladas cada uma contando com a “tecnologia” de 5000 anos atrás.

Estar em frente à única das Sete Maravilhas do Mundo que sobreviveu ao tempo é realmente indescritível. As Pirâmides de Gizé foram construídas no Antigo Egito, para que faraós e sacerdotes fossem mumificados e seus corpos eram guardados no interior das pirâmides juntamente com suas riquezas (ouro, jóias, objetos de valor), pois os egípcios acreditavam na vida após a morte.  

Para eles, as pirâmides representavam os raios do sol brilhando na direção da Terra e ajudaria a alma do finado encontrar o seu corpo novamente para ter vida outra vez, por isso o corpo precisava ser preservado para receber de volta a alma do faraó.

Outro lugar ícone do Egito é a Esfinge que representa a cabeça do faraó Quéfren em corpo de leão e fica no mesmo complexo onde estão as pirâmides de Gizé, porém para ser vista de perto é necessário caminhar no sol escaldante por uns 15 minutos e para vê-la de frente com as pirâmides ao fundo, outra caminhada de mais 10 minutos. É tão surreal estar naquele lugar que é fácil perder a hora de ir embora por ficar contemplando a paisagem.

À noite, os turistas podem prestigiar o show de som e luz nas Pirâmides, sentados numa arquibancada de frente para a Esfinge. Enquanto são contadas as histórias das dinastias egípcias, os jogos de luzes nas pirâmides criam um espetáculo fantástico.

Ir ao Cairo exige mais três paradas obrigatórias: a Mesquita de Mohammed Ali, o Museu do Cairo e o famoso Bazar Khan El Khalili.

Mohammed Ali foi comandante das tropas libanesas enviadas para libertar o Egito da ocupação de Napoleão e na primeira metade do século XIX construiu a maior mesquita otomana no cume da Cidadela do Cairo. A mesquita feita de alabastro e mármore é um dos marcos e atrações turísticas da capital e pode ser vista de qualquer lado quando se aproxima da cidade.

Já o Museu do Cairo é encantador pelas suas diversas salas e galerias cheias de estátuas, sarcófagos, esculturas de diversos faraós, com destaque para a sala das múmias e os tesouros de Tutankamon.

Para quem gosta de levar souvenir e outras lembrancinhas do país, o Bazar Khan El Khalili, simplesmente, Mercado do Cairo, é o local perfeito. Um absurdo de ruelas com centenas de lojinhas que vendem de tudo é uma espécie de “25 de Março” do Egito.

A maioria das coisas vendidas são de qualidade duvidosa ou “cópia original” de produtos de marca, mas é preciso negociar bastante ou deixar de comprar.

Muitos vendedores são poliglotas e falam português (ou “portunhol”) o que facilita a barganha e os produtos podem custar 1/4 do valor que o vendedor ofereceu. Ter Libras Egípcias facilita ainda mais o pagamento porque o câmbio deles é péssimo para pagar em Euro ou Dólar.

Além disso, é preciso ficar esperto porque eles tentam vender réplicas pelo mesmo preço dos objetos verdadeiros e a palavra mágica quando você não quiser comprar algo ou ser importunado por vendedores é “La shukran”, que quer dizer “Não, obrigado”.

Viajar para o Egito e não visitar Luxor não tem graça. Apesar das atrações que mais chamam a atenção do país serem as pirâmides, é em Luxor que o visitante sentirá o que foi o Império Egípcio e poderá visitar os grandes templos e mausoléus dos principais faraós: Tutankamon, Seth e Ramsés. Distante apenas 1h de voo do Cairo e pouco mais de 3h de carro de Hurghada, Luxor guarda incríveis riquezas do Egito Antigo e os templos, obeliscos e monumentos levarão o visitante a refletir sobre os significados dos hieróglifos das majestosas colunas de Karnak.

À margem oeste do Rio Nilo, encontra-se o santuário de Hatshepsut, a primeira faraó mulher da história do Egito.

A viagem pode ficar ainda mais incrível sobrevoando o Vale dos Reis num balão, mas para isso, é preciso sair às 3h da manhã para chegar até o local de partida. O hotel pode preparar e embalar alguns itens de café-da-manhã para levar, pois geralmente, os hóspedes farão outros passeios logo após o balão.  Não permitiram que levássemos mochilas ou câmeras grandes para dentro do cesto e o celular acabou sendo o salvador da pátria para registrarmos as imagens fantásticas. Por tanto, vale levar o dinheiro e documentos dentro de pochetes ou “porta-dólar”. A experiência é inesquecível.

Ainda é possível conhecer as fábricas de tapetes egípcios, de objetos de alabastro, de papiro, de essências e muito mais.

Você deve estar se perguntando: “E os mergulhos?”

O Egito é tão incrível que você pode conhecê-lo até debaixo d’água. Localizado entre a África e a Ásia, o Mar Vermelho banha 8 países e se comunica tanto com o Oceano Índico ao sul como com o Mar Mediterrâneo ao norte. O mar tropical mais próximo da Europa é famoso pelos seus corais exuberantes e inúmeras variedades de peixes.

O Mar Vermelho, que recebe este nome por causa da alga Trichodesmium erythraeum, oferece mergulhos para todos os níveis de certificações, inclusive mergulho técnico nos paredões e naufrágios da Segunda Guerra Mundial.

A maioria das embarcações que fazem os roteiros do norte partem das cidades de  Sharm el Sheik e Hurghada. Já as embarcações que fazem o roteiro do sul (Brothers, Daedalus e Elphinstone), saem de Port Ghalib e Marsa Alam.

O roteiro norte é famoso pelos inúmeros naufrágios que ficaram ainda mais conhecidos no Brasil depois do programa “Naufrágios” do Canal OFF. Nos liveaboards que fazem o roteiro “The Best of Wrecks” é possível fazer 11 naufrágios diferentes em 6 ou 7 dias de mergulhos, com direito a mergulho noturno no lendário SS Thistlegorm.

Os valores dos liveaboards podem variar de 330 a 1100 euros dependendo do roteiro, quantidade de dias embarcados e a categoria do barco/cabine.

A maioria das operações são feitas com “zodiac”, uma espécie de bote inflável que leva os mergulhadores até os pontos de mergulhos, pois os barcos ficam atracados em locais abrigados das ilhas ou recifes. Alguns botes possuem cilindreira para colocar o equipamento de mergulho e se equipar somente quando chegar no ponto. Nos zodiacs menores, o mergulhador precisa navegar de 15 a 20 minutos todo equipado. Para quem possui restrições na coluna isso pode ser um problema.

Um resumo de alguns pontos de mergulho que conhecemos:

The Brothers Island (Big Brother and Small Brother) são duas ilhas no meio do Mar Vermelho e cada uma é pouco maior que um campo de futebol. Elas abrigam dois naufrágios lindos: Ainda e Numídia. Na ilha ainda é possível encontrar estações de limpeza de tubarões, raias manta, barracudas, napoleões, garoupas e outros pelágicos. Por se tratar de um lugar remoto e desabrigado, geralmente tem correnteza e os mergulhos são profundos.

O Aida, um cargueiro de suprimentos do exército egípcio naufragou em 1957 ao colidir com a ilha. A popa está aos 25m de profundidade e a proa ao 60m, inclinado quase na vertical. A entrada para penetração fica por volta dos 30m e a primeira saída aos 43m.

O Numídia naufragou em 1901 depois que o capitão foi dormir e o navio colidiu com a ilha. O naufrágio do cargueiro britânico também é profundo e os primeiros destroços começam aos 30m até os 80m. O retorno desses mergulhos é no paredão de corais coloridos de Brothers Island e, com sorte, é possível encontrar o tubarão-gralha-branca-oceânico (Carcharhinus longimanus) rodeando o barco principal.

O Salem Express tem um ar de mistério que oprime qualquer mergulhador. Naufragado em 1991, o Salem levou mais de 500 vidas com ele numa das maiores tragédias do Mar Vermelho e o respeito às vítimas deve estar presente na mente de cada mergulhador que visitar este naufrágio.

O Salem era um ferry boat que voltava da Meca com veículos e mais de 1600 passageiros (número extra oficial), quando um tempestade fez o navio se aproximar do recife de Hyndman, onde se chocou e afundou em menos de 30 minutos.

Mergulhar no Salem Express é uma experiência única e pode-se encontrar vestígios dos passageiros, roupas, brinquedos e pertences pessoais, mas é importante seguir a máxima de “olhar e não tocar”.

O capitão Jacques Cousteau chamava o Mar Vermelho como o “corredor das maravilhas” e não é à toa. Um dos mergulhos mais incríveis do Egito é no Ras Mohammed National Park, um recife em forma de pináculos com mais de 700 metros de profundidade e estupidamente colorido com morais moles, rígidos, gorgônias e peixes, muitos peixes! São mais de 1000 espécies em apenas 480 km². Neste recife encontram-se diversos naufrágios, mas conhecemos apenas deles: Yolanda e Dunraven.

Shark & Yolanda Reef: apesar de não ver nenhum tubarão, o “Shark Reef” deixa qualquer mergulhador fascinado pelos seus paredões de corais coloridos, preenchidos com os milhares de peixinhos alaranjados (Anthias squamipinnis). No azul do paredão passam os cardumes de peixes pelágicos, inclusive o famoso peixe Napoleão (Cheilinus undulatus), que é da família dos bodiões e é típico no Oceano Índico, mas também muito comum no Mar Vermelho.

A correnteza do local nos leva para o Yolanda Reef, o naufrágio das louças sanitárias de porcelana incrustadas de corais e habitadas por centenas espécies de peixes.

O navio Dunraven carregava lã e algodão quando incendiou e naufragou em 1876 ao chocar-se com o recife de Beacon Rock. O navio está de cabeça para baixo, é facilmente penetrado e a comunidade recifal que o habita é abundante.

O Rosalie Moller é um daqueles naufrágios emblemáticos deixados no fundo do Mar Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial e que se transformou num prazer para os mergulhadores mais experientes. O navio carregava carvão e levou 11 vidas com ele ao ser bombardeado por aviões, juntamente com o lendário SS Thistlegorm. O Rosalie não está nas rotas regulares de mergulhos por ser um naufrágio profundo (começa aos 35 metros), geralmente tem forte correnteza e a visibilidade não é das melhores.

O recife de Abu Nuhas é um cemitério de naufrágios e está estrategicamente posicionado nas faixas de navegação do Golfo de Suez. Quatro naufrágios podem ser visitados neste local: Chrisoula K (ou Marcus), Kimon M, Carnatic e Giannis D, todos de fácil penetração e um colorido vibrante pelas suas coberturas coralíneas.

O Giannis D é uma das silhuetas mais bonitas do Mar Vermelho, mas o seu interior pode ser desorientador porque o naufrágio está adernado e o mergulhador pode ter tontura e mal-estar.

Mas não poderia deixar de mergulhar naquele que é um dos naufrágios mais famosos do mundo: o SS Thistlegorm. O cargueiro que naufragou em 1941 após ser bombardeado por aviões, estava carregado com suprimentos para o exército britânico como: locomotivas, motocicletas, caminhões, tanques de guerra, armas, munições, baterias de canhões e muito mais.

Os liveaboards fazem de três a quatro mergulhos no Thistlegorm, sendo um deles, noturno e um ou dois de penetração. Por ser um dos mais visitados naufrágios do mundo, os mergulhos da manhã costumam ser excessivamente crowdeados porque todas as embarcações que fazem saídas diárias do continente vão para o Thistlegorm.

Gostou? Então, seguem algumas dicas:    

Chegar no país é relativamente fácil. Os voos que saem do Brasil levam mais de 20h e fazem escalas por diversos países da Europa e África. Por isso, se possível, é recomendado fazer um stopover em algum lugar no meio do caminho para descansar e as sugestões são Itália, Turquia, Dubai, Alemanha e Portugal.

Os brasileiros precisam de visto e os mesmos podem ser emitidos nas embaixadas brasileiras localizadas em Brasília e no Rio de Janeiro ou nos aeroportos do Egito no momento do desembarque por apenas 25 dólares e sem nenhuma burocracia.

As melhores épocas para mergulhar no norte do Mar Vermelho são os meses de Abril/Maio e Outubro/Novembro, pois a temperatura pode ficar entre 28-35 graus durante o dia e 14-20 graus à noite. A temperatura da água fica por volta dos 22-25 graus nesta época do ano. Durante os meses de Junho a Setembro, a temperatura do ar fica em torno dos 40-42 graus durante o dia e 26°C à noite.

Moeda: tanto o dólar quanto o euro são muito bem aceitos em qualquer lugar, porém a conversão deles é péssima, pois os nativos têm dificuldades de trocar o dinheiro estrangeiro por libras egípcias. Recomenda-se trocar pouco dinheiro para a moeda deles para poder barganhar melhor alguma compra de souvenir e até mesmo bebidas e lanches. Tenha sempre na carteira notas de baixo valor para gorjetas (1 dólar, 20 libras egípcias, 1 euro).

Ramadã: no período em que os egípcios estão no Ramadã, os horários dos passeios, museus, templo são alterados e muitos restaurantes não abrem à noite. Portanto, programe-se. O ideal é sair bem cedo do hotel para os passeios (algo em torno de 6:30h/7h) e retornar por volta das 14h por causa do calor e horário de funcionamento dos locais turísticos.

Vestimentas: o Egito é um país muçulmano e recomenda-se respeitar a cultura deles. Os visitantes devem evitar vestir-se de maneira vulgar, usar roupas justas, curtas ou decotadas. As mulheres podem levar um lenço, pashmina ou echarpe na bolsa para cobrir ombros e peito quando visitarem as mesquitas e templos, até mesmo para evitarem insultos ou olhares constrangedores dos homens nas ruas.

Hotéis e guias turísticos: não economize em hotéis e guias nos passeios terrestres. Os hotéis 5 estrelas com all inclusive são estupidamente baratos e os guias credenciados, além de serem úteis para contar as histórias dos locais turísticos (inclusive em português), servem para evitar qualquer gasto desnecessário como pagar para entrar com câmeras nos túmulos dos faraós, recomendar restaurantes e organizar a programação dos passeios de acordo com o interesse e disponibilidade do visitante.

Água: você pode esquecer de tudo o que leu nesta matéria, mas a coisa mais importante que deve lembrar é de beber água. Muita água! Quando você achar que já bebeu água demais, beba mais um pouco e preste atenção na cor da urina: se estiver amarela escura, beba muito mais água. Com o calor do Egito, o corpo transpira e nem percebemos, pois, o suor evapora em instantes por causa do clima seco. O corpo perde muito líquido e mesmo bebendo água é possível que você urine poucas vezes ao dia. É muito comum ter problemas de dores de cabeça e diarreia por causa da desidratação, principalmente nos dias de mergulho. Então, nada de economizar e ter preguiça de levar garrafinha na mochila: beba muita água!

Com quem mergulhamos:

Dive Safari Master – Barco Heaven Ruby – site: http://divesafarimaster.com

Hospedagem:

Hurghada: Mercure Hurghada

Luxor: Sonesta St. George

Cairo: Le Meridien Pyramids

Passeios terrestres/guias:

Memphis Tour – site: https://br.memphistours.com/

13.02.2018

          Para quem busca uma experiência inesquecível digna de filme, a costa leste da África do Sul é o lugar certo.

            Quando falamos em África do Sul, a primeira coisa que vem à cabeça são os safáris com leões, girafas, elefantes, ou então, mergulho na gaiola com os grandes Tubarões Brancos.

De fato, a África do Sul oferece tudo isso, mas inacreditavelmente o país não está na lista de prioridades de destinos de mergulho para muita gente, mas esteve entre os 10 melhores dive sites para Jacques Cousteau.

Aliwal Shoal

             

            Localizada a 48 km ao sul de Durban, Umkomaas é um pequena cidade costeira de KwaZulu-Natal, África do Sul, e foi fundada quando construíram um porto para exportar açúcar em 1861. Hoje o porto está desativado, mas a cidade continua lá e é no mar que ficam as maiores atrações, no recife que é um banco de areia fossilizado chamado Aliwal Shoal.

             A quase 5 km da costa de Umkomaas, Aliwal Shoal não é indicado para quem tem estômago fraco. As entradas no mar são com botes infláveis em alta velocidade e manobras radicais, saltando por cima de ondas altas e os 15 ou 20 minutos de navegação podem ser cruéis para quem costuma marear. No entanto, quem sobreviver terá ótimas recompensas.

              O recife ganhou este nome depois que o navio “Aliwal” colidiu com a formação e naufragou em 1849. Hoje é possível visitar dois naufrágios: MV Produce (1974) a 32m de profundidade e o Nebo (1884) a 24m.

              Os pontos de mergulho oferecem observação de vários tipos de peixes, mamíferos marinhos e invertebrados. Os recifes não são tão coloridos como no Mar Vermelho e Filipinas, mas oferece abrigo perfeito para os peixes pequenos, que acaba atraindo os predadores.

              No verão é possível encontrar raias mantas, tubarão tigre, tubarão baleia e tubarão martelo. No inverno, de Julho a Novembro, a atração principal são os tubarões mangonas (Ragged-tooth-sharks) que se concentram mais nos pontos Cathedral e Raggies Cave e as curiosas garoupas gigantes do tamanho de um fusca, que ficam acompanhando os mergulhadores o tempo todo.

             Nos meses de Junho-Julho ocorre a corrida das sardinhas (Sardine run), uma migração anual desse peixe que atrai diversos predadores frenéticos como pássaros, golfinhos, focas, baleias e tubarões, todos juntos num ballet extraordinário. Esses animais precisam competir entre eles e os humanos que estão ali para pescar mais de 200 mil toneladas de sardinhas, que serão enlatadas ou moídas para virar farinha.

            A profundidade dos mergulhos varia de 12 a 37 metros; a temperatura da água no verão vai de 23° a 25°C e no inverno de 19° a 21°C, visibilidade pode variar de 5 a 40 metros dependendo da condição do mar.

Baited Shark Dive:

            Esse é um tipo de mergulho de adrenalina pura que começa a ficar legal logo que o bote chega no ponto e as iscas são jogadas no mar. Em poucos minutos a água começa a “ferver” de tanta barbatana de tubarão rodeando o bote. E a entrada na água? Pois é, a entrada na água é por rolagem dorsal em cima dos tubarões! Pode haver mais de 40 tubarões galha-preta-oceânicos, que não tem medo dos mergulhadores.                Recomenda-se levar um cartão de memória graaande para câmeras e filmadoras.

            No verão é possível fazer o mesmo tipo de mergulho com tubarões tigres, porém em outra área de alimentação.

            O mergulho é no “azul”, ou seja, ninguém fica ajoelhado na areia, agarrado em pedra ou coisas do gênero. O mergulhador deve permanecer de “pé”, ter controle da sua flutuabilidade, evitar bater braços e pernas, pois os tubarões passam muito perto e chegam a esbarrar nas pessoas.

            Você achou que a emoção acabou? Calma! Ainda tem a subida no bote e a volta para a praia. A cada término dos mergulhos, as pessoas precisam desequipar na água, passar seu equipamento para o “pangueiro” (piloto) e subir no bote, o que exige um pouco de preparo físico e técnica.

            A volta para a praia é mais light, exceto quando chega na arrebentação. O piloto é obrigado a fazer várias manobras para navegar entre duas ondas, costeando a orla, enquanto acelera o bote na velocidade máxima para que a embarcação literalmente voe sobre as águas, aterrizando na areia.

           Não tem mergulho noturno pela dificuldade de entrar e sair do mar.

           Os melhores pontos: Cathedral, Raggies Cave, Shark Dive e Produce Wreck.

Sodwana Bay

            A 400 km de Umkomaas fica a província de Maputaland e o local de mergulho é o Sodwana Bay National Park. É o único lugar de mergulho tropical da África do Sul e a visibilidade raramente fica abaixo dos 15m.

           Não é incomum ver golfinhos ou ouvir a canção das baleias, dando assim muito mais emoção na nossa experiência de mergulho.

           A formação dos recifes é de arenito, de plataforma a paredão, variando de 6 a 100 metros de profundidade e veremos muitas formações de pináculos coloridos com corais e esponjas.

           Por representar o sistema de recife de corais mais meridional do mundo, Sodwana tem uma rica biodiversidade marinha com mais de 1200 espécies de peixes (a maior barreira de corais na Austrália tem 1800 espécies). No inverno podemos ver baleias jubarte, raia manta, golfinhos, tartarugas, tubarões diversos e os pequenos Paperfish, Pipefish, Seahorses, Nudibrânquios, Frogfish, corais moles e muito mais.         

            No verão, a baía costuma receber a visita de tubarões baleia e as Magonas fêmeas que sobem para as águas quentes de Sodwana no início da gestação e ficam até meados de Fevereiro.

            A temperatura da água no inverno é em torno de 20° a 22° C e no verão, em torno de 24° C.

            O intervalo de superfície é feito em terra para diminuir o mal estar. É recomendado levar lanche e água ou comprar no único bar que existe na praia, mas dependendo do horário, pode estar fechado.

            Os mergulhos saem às 9h, 11h e, se reservado com antecedência, o mergulho à tarde sai por volta das 13h. Raramente tem mergulho.

           Tanto Sodwana quanto Umkomaas merecem 3 dias de mergulhos cada um.

           Os melhores pontos: Seven Miles, Caves & Overhangs, Pinnacles e Chain.

Além dos mergulhos:

            O país mais desenvolvido do continente africano oferece além de mergulhos radicais, uma gama de passeios culturais, de aventura e vida selvagem para quem gosta de unir as viagens de mergulho com outras atividades.

Cerca de 2h de Sodwana existem algumas reservas para fazer safári podendo se deslocar facilmente de carro e o transfer pode ser negociado direto com o lodge.

          Durban tem um aquário muito bacana e para quem curte um frio na barriga, o estádio de futebol Moses Mabhida tem um pêndulo (swing jump, uma espécie de bungee jump) de 106 metros de altura e custa menos de 200 reais. Além disso, Durban fica a 1h de avião do aeroporto de Nelspruit, um dos principais para quem quiser conhecer o Kruger, o mais famoso e maior parque nacional da África do Sul.

            Para quem acha que safári é algo caro, o Kruger oferece acomodações desde campings até bangalôs com preços bem acessíveis (algo em torno de 150 reais a diária para duas pessoas) em diversas áreas do parque. É recomendado fazer as reservas antecipadas, pois em algumas épocas do ano, não costuma ter vaga. O ideal é de 3 a 5 dias para fazer os safáris, podendo ficar em 2 áreas diferentes do parque. Os safáris podem ser feitos com ônibus/caminhão do próprio parque, mas vão cerca de 20 a 25 pessoas; veículos alugados e você mesmo guia o carro ou contratar um guia particular (recomendo).                       

          Pagamos algo em torno de 600 reais por pessoa para 3 dias de sáfaris (manhã e entardecer), um safári noturno, transfer ida e volta do aeroporto de Nelspruit.

            A cidade de Cape Town também merece uma visita de uns 3 dias. Além das famosas vinícolas da região, o turista poderá conhecer os pinguins africanos em Boulders Beach, o Cabo da Boa Esperança, a Ilha das Focas (Seal Island), conhecer a Table Mountain (à pé, de bondinho, rapel...), mergulhar nas florestas de kelps, com focas, com tubarão sete-guelras e com tubarões brancos em gaiola, cuja temporada é de Fevereiro a Setembro. Prepare-se para o frio...as águas de Cape Town podem variar de 7° a 16° C dependendo da época do ano.

            Para quem quiser se aventurar um pouco mais e está disposto a gastar mais, pode fazer o Gorilla Tracking em Uganda ou Ruanda. Nós escolhemos Uganda, pois a permit para entrar no parque era mais em conta. O custo da viagem para 3 dias, 2 noites (all inclusive), guia particular, transfer ida e volta do aeroporto de Kigali e a permit foi de 955 dólares por pessoa (4 pessoas). 

            Os voos saem de Johanesburgo até Kigali, capital de Ruanda. Depois é preciso pegar o transfer até Uganda, que pode levar o dia todo dependendo das atividades que fizer no caminho.

             A sugestão é conhecer o Museu do Genocídio, passar num mercado central, almoçar em restaurante típico da região (a comida é exótica, mas vale à pena provar), prestar atenção na estrada, pois a paisagem montanhosa com vales cobertos de plantações de todos os tipos é linda, sem contar os africanos e africanas com suas roupas coloridas carregando coisas na cabeça. A fronteira entre os dois países é “terra de ninguém”. Muita bagunça, muita gente, muito carro e jamais recomendaria fazer esse trajeto sozinho sem um guia local.

           O hotel que ficamos nas montanhas de Uganda por uma noite era rústico, quarto espaçoso feito de barro e madeira (tipo casa de sapé), uma cama era confortável com muita, mas muita coberta e uma bolsa de água quente para dormirmos aquecidos no frio de 7°C. Não tem água quente para tomar banho, pois o hotel não tem eletricidade. Toda a energia é à base de luz solar, então para ter banho quente, os atendentes do hotel precisam ferver a água e colocar no reservatório do chuveiro.

          A caminhada com os gorilas pode levar de 1 a 9 horas, dependendo de onde estiver a família. O Bwindi Impenetrable National Park tem diversos portões de entrada e várias famílias de gorilas para visitar. No momento da reserva, é necessário escolher o portão de entrada. Nós ficamos em Buhoma e visitamos a família Bitukura, que tinha 13 indivíduos, sendo que uma fêmea estava grávida. O nosso passeio durou pouco mais de 2:30h, pois encontramos a família na beira da estrada. Ao encontrar os gorilas, os rangers (guardas florestais) deixam ficar 1 hora apenas com os indivíduos, mas nós conseguimos ficar mais tempo! É um passeio muito emocionante, indescritível e vale cada centavo investido.  

          Após a caminhada seguimos viagem para o Lago Bunyonyi, que fica a 2 horas do parque Bwindi em direção a Ruanda. O lago conta com vários resorts de ótima infraestrutura (diária em quarto duplo com all inclusive e passeio de barco custou 90 dólares por pessoa).

Com quem mergulhar e onde ficar:

Umkomaas:

Mergulho e hotel: Blue Ocean Dive Resort

Sodwana Bay:

Mergulho e hotel: Sodwana Bay Lodge Dive Resort

Transfer entre Umkomaas e Sodwana: Coastal Lotus Chauffeur Service

Cape Town:

Hotéis diversos, mas o melhor local para ficar é no Waterfront.

Mergulho com focas: Into the Blue

Mergulho com Brancos: Apex Predator

Kruger:

Hospedagem: Sanparks

Guia de turismo/transfer: Tours de Mornay

Uganda:

Hospedagem: Gorilla Mist Camp e Bunyonyi Overland Resort

Guia de turismo/transfer: Uganda Safari Package

Dicas:

  • Levar agasalhos, gorro, protetor labial, pois a amplitude térmica é enorme e costuma fazer frio.

  • Não deixar nada de valor nas malas despachadas, pois tem ocorrido roubo de objetos nos voos que passam por Johanesburgo.

  • Leve medicamentos que costuma utilizar, principalmente os de enjoo.  

  • Na África do Sul a água é potável e não tem muito mosquito, mas em Uganda deve-se usar água mineral até para escovar os dentes, lavar bem as mãos antes de comer para evitar contaminação e usar repelente de inseto.

  • No passeio dos gorilas é obrigatório o uso de meias compridas, calças grossas e blusas de manga comprida, que servem para proteger de formigas, mosquitos e plantas com espinhos. Maiores informações consulte o site do parque ou o seu agente de viagens.

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