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30.09.2017

      Os gorilas-das-montanhas (Gorilla beringei beringei) estão ameaçados de extinção e são protegidos em três parques nacionais localizados nos países de Uganda, Ruanda e Congo, ambos no continente Africano.

          Visitamos o Bwindi Impenetrable National Park em Uganda, que e considerado Patrimônio da Humanidade desde 1994 e possui mais de 320 km quadrados de vegetação nativa. 
         Pegamos tempo bom e a temperatura chegou a variar de 7° a 28°C num único dia, o que é comum em clima de altitude.

            No parque Bwindi moram sete famílias de gorilas acostumadas com a presença de turistas. A nossa família foi a Bitukura, um grupo de 13 membros que recebem turistas desde 2008, mas mesmo assim tivemos alguns sustos porque não é recomendado se aproximar menos de 7 metros dos animais.

          Rungo, um macho adolescente de 4 anos deu um soco nas costas do meu amigo enquanto eu os fotografava. 😲

         Cada família recebe no máximo 8 turistas por dia e temos apenas 1h de contato com eles. A caminhada na mata fechada pode levar de 20 minutos (foi o nosso caso) a 8h até encontrar a família.

         Deve-se usar calças de tecido grosso e blusas de manga comprida por causa dos espinhos e folhas cortantes, meias por cima das calças por causa das formigas, calçado de trilha (de preferência impermeável), repelente de inseto sem cheiro, protetor solar, jaqueta impermeável e preparo físico para aguentar as longas caminhadas em mato fechado e montanhas íngremes. Esse passeio não é pra qualquer um!

           Fora que o coração tem que aguentar a emoção de ver os gorilas de perto!!!

         

          Os gorilas-das-montanhas podem chegar a medir 2 metros de altura e pesar 300 kg. Apesar do seu tamanho e aparência assustadora, sua alimentação é exclusivamente VEGETARIANA (😍), mesmo com seus grandes dentes caninos que lembram muito os dos carnívoros.

         A fêmea é menor que o macho e as fêmeas do bando não são parentes, diferente do que ocorre com a maioria dos outros primatas. A fêmea atinge a maturidade aos 15 anos de idade e o macho aos 18. Em condições excepcionais, os gorilas podem chegar a viver até os 50 anos de idade.

Uma das razões pelas quais o gorila é um animal raro e em rápida extinção é seu baixo índice de natalidade. 

         O período de gestação é quase igual ao humano, em duração: 260 dias. Depois, a fêmea dedica longo período à amamentação e cuidado do filhote. Em geral, cada casal produz apenas uma cria a cada 3 anos. 😲

      Da mesma forma que o filme "Tubarão" de 1975 dirigido por Steven Spielberg criou no imaginário das pessoas o estigma de que os tubarões são assassinos do mar, o filme King Kong vem desde 1933 "ensinando" que gorilas (ou grandes macacos) são perigosos, destroem cidades e matam pessoas.

       Na verdade, os gorilas são animais pacíficos, ariscos e não atacam ninguém, nem se quer alimentam-se de outros animais.

        Nos filmes, os gorilas ficam de pé e batem no peito como se fossem demonstrar força, ou anunciar um ataque - mas na verdade, eles fazem isso quando estão contentes.

       Cada grupo de gorilas é liderado por um enorme macho adulto, conhecido como "costas prateadas" em razão de seu dorso peludo cinza-prateado. O líder é o membro do grupo mais expressivo em termos vocais e físicos, e seu uivo significando "não se aproxime" é ouvido a quase um quilômetro e meio de distância.

          Ele consegue disciplinar um filhote ou decidir uma briga no grupo assumindo uma postura rígida e encarando com firmeza o agressor. Mas quando o líder precisa demonstrar sua força e dizer "se afaste", eles emitem um som grave, batem no chão, correm pelas folhagens e arrancam galhos ostensivamente. Geralmente essa exibição de força afugenta o intruso indesejável, inclusive nós: turistas!

        Passamos por uns sustos com o Silverback e uma fêmea com filhote que fizeram nosso coração quase sair pela boca...kkk Mas essa é a parte boa de conhecer o animal no seu habitat natural, sem jaulas, sem grades, sem anestesia... Observar seu comportamento e sentir a permissão (ou não) de aproximação, é algo mágico.

             Gorilas não são assassinos! Eles precisam da nossa proteção para continuar existindo!

O que fizemos no pacote:

- Conhecemos o Museu no Genocídio

Acesse: http://www.kgm.rw/

- City tour por Kigali

- Pernoitamos em Uganda no hotel Gorilla Mist Camp

Acesse:  http://gorillamistcamp.com/

- Gorilla tracking em Bwindi Impenetrable National Park - Uganda - Região de Buhoma - Família de Gorilas Bitukura.

Acesse: http://www.bwindiforestnationalpark.com/

Quem leva: 

http://www.ugandasafaripackage.com/  

http://www.gorwandasafaris.com e 

https://www.gorillatrekafrica.com/

-  Pernoite no hotel Bunyonyi Overland Resort

Acesse: http://www.bunyonyioverland.com/

- Passeios de barco no Lake Bunyonyi 

Acesse: http://www.lakebunyonyiuganda.com/ 

Quanto custou:

- USD 1055 por pessoa - grupo de 4 pessoas, 3 dias, 2 noites, transfer ida e volta (Kigali-Bwindi), city tour, permit do parque de Bwindi, passeio de barco, café-da-manhã, 2 almoços e 2 jantares, guia exclusivo.

Fotos by Erika Beux

30.09.2017

           Nas minhas férias de Setembro de 2017 visitei dois países da África, Uganda e Ruanda, que apesar de uma história triste que marcou os países (ver abaixo), o que se vê numa parte de Kigali, capital de Ruanda, são prédios bonitos, alguns espelhados, centros comerciais, muito próximo do que costumamos ver diversas cidades no Brasil.

            Por outro lado, na periferia de Kigali e nas cidades que passamos até chegar em Uganda, o que se vê são casas humildes de barro e telhados de palha, outras melhores eram de material, mas igualmente simples. Estradas pedagiadas muito boas, rodeadas de paisagens "exuberantes". 

Sobre Uganda:

         

         De solo fértil e chuvas regulares, a economia ugandesa é fortemente dependente da agricultura. As suas maiores exportações são café, chá, algodão e tabaco.

            Uganda, o menor dos três países do Leste Africano, tem 41 milhões de habitantes, mas ainda fascina e encanta turistas do continente. Não é por acaso que Uganda é muitas vezes chamado de "a pérola da África". País dotado de exuberante vegetação, florestas, lagos e montanhas é o local perfeito para descontrair e relaxar.

            E não é por acaso que atrai viajantes, documentaristas do mundo inteiro, e foi eleito o melhor destino por renomados guias de viagem. A nação é conhecida pelo safári de aventura e uma das principais atrações é o rastreamento de gorilas e chimpanzés. Uganda tem orgulho de preservar mais de 50% da população de gorila da montanha que resta no planeta, além de ajudar na proliferação e reconhecer esse patrimônio para futuras gerações.

             Está entre os poucos países africanos que estão fazendo investimentos estratégicos em biociências, nomeadamente no diagnóstico de doenças, no desenvolvimento de vacinas, no aumento da produtividade das colheitas e na produção agrícola de valor acrescentado. Isto representa uma oportunidade para se passar da agricultura de subsistência para o agronegócio e a agricultura comercial. 

 Sobre Ruanda:

          Em 1994, Ruanda passou por um dos maiores massacres da humanidade. Mais de 800 mil pessoas foram mortas em 100 dias no genocídio entre as comunidades Tutsi e Hutus.

Quem são os hutus e os tutsis?

        Hutus e tutsis são dois povos que compartilham um passado comum. Quando Ruanda foi colonizada, as pessoas que viviam ali criavam gado. Os que possuíam o maior número de gado foram chamados de “Tutsi” e o “resto” foi chamado de “Hutu”. Neste momento, uma pessoa poderia facilmente mudar sua “categoria” através do casamento ou da aquisição de gado. Os alemães foram os primeiros a colonizar Ruanda em 1894. Depois vieram os belgas. Os colonizadores olharam para o povo ruandês e observaram que os tutsis tinham características mais europeias, como a pele mais clara. Assim, eles colocaram tutsis em funções de responsabilidade. Logo, a diferença se tornou racial.

          Embora os tutsis fossem apenas cerca de 10% da população de Ruanda e os hutus quase 90%, os belgas deram aos tutsis todas as posições de liderança. Isto perturbou os hutus. Quando Ruanda lutou pela independência da Bélgica, os belgas trocaram o status dos dois grupos. Diante de uma revolução instigada pelos hutus, os belgas lhe concederam o comando do novo governo. Isto perturbou os tutsis. A animosidade entre os dois grupos continuou durante décadas.

O que provocou o genocídio?

          Às 20h30 do dia 06 de abril de 1994, o presidente de Ruanda, Juvenal Habyarimana, estava retornando de uma cimeira na Tanzânia quando um míssil atingiu o avião em que estava. Todos a bordo morreram no acidente.

       Os Hutus, que eram a maioria no país, mataram os Tutsis, independente do seu grau de parentesco. Mais de 800 mil pessoas foram mortas em 100 dias. Milhares de Tutsis conseguiram se refugiar nos países vizinhos: Uganda, Rep. Democrática do Congo (na época chamava-se Zaire), Tanzânia e Burundi.

        O genocídio em Ruanda só termina quando a FPR, um grupo militar formado por tutsis que tinham sido exilados nos anos anteriores, toma conta do país.  A ação teve apoio do governo de Uganda.

O que fizemos no pacote:

- Conhecemos o Museu no Genocídio

Acesse: http://www.kgm.rw/

- City tour por Kigali

- Pernoitamos em Uganda no hotel Gorilla Mist Camp

Acesse:  http://gorillamistcamp.com/

- Gorilla tracking em Bwindi Impenetrable National Park - Uganda - Região de Buhoma - Família de Gorilas Bitukura.

Acesse: http://www.bwindiforestnationalpark.com/

Quem leva: 

http://www.ugandasafaripackage.com/  

http://www.gorwandasafaris.com e 

https://www.gorillatrekafrica.com/

-  Pernoite no hotel Bunyonyi Overland Resort

Acesse: http://www.bunyonyioverland.com/

- Passeios de barco no Lake Bunyonyi 

Acesse: http://www.lakebunyonyiuganda.com/ 

Assista o vídeo de onde passamos: https://www.youtube.com/watch?v=0msXSwBo7jU&t=1s

Vídeo by Daniel Farias - @dfodaniel

Quanto custou:

- USD 1055 por pessoa - grupo de 4 pessoas, 3 dias, 2 noites, transfer ida e volta (Kigali-Bwindi), city tour, permit do parque de Bwindi, passeio de barco, café-da-manhã, 2 almoços e 2 jantares, guia exclusivo.

Fotos by Erika Beux

22.05.2017

        Falar sobre a Ilha de Cocos nunca é demais no meio de mergulhadores. Quem já foi sabe muito bem que o lugar é surreal e quem não conhece pessoalmente, com certeza tem Cocos como um dos principais destinos na lista de viagens de mergulhos.

       A Ilha de Cocos, que recebe este nome pela grande quantidade de cocos que haviam no século XVI, quando baleeiros, exploradores, piratas, naturalistas e caçadores de tesouros desembarcavam na ilha para se abastecer de água doce.

         Chatham Bay, nome de um dos pontos de mergulho e uma das bahias que o barco do liveaboard ficava atracado, já foi colônia penal da Costa Rica no século XIX.

         Desde 1978, a ilha e suas ilhotas foram transformadas em Parque Nacional da Ilha de Cocos e a pesca é proibida até o limite de 12 milhas náuticas (aproximadamente 22 km).

        Formada a quase 2 milhões de anos atrás depois de diversos processos de vulcanismos oriundos da movimentação de placas tectônicas, a Ilha de Cocos serve de habitat para inúmeras espécies marinhas locais e migratórias, uma vez que a ilha recebe as correntes vindas tanto do Peru, quanto da Califórnia. Já foram identificadas mais de 1400 espécies marinhas, mais de 600 são endêmicas, ou seja, que só existem em Cocos.

         Além disso, a Ilha de Cocos, por ser banhada pelo Oceano Pacífico e ficar próxima a linha do Equador, também sofre influências dos fenômenos La Niña e El Niño que, dependendo do resfriamento ou aquecimento do oceano, a quantidade de nutrientes disponível é alterada de acordo com a temperatura da água, o que faz com que algumas espécies marinhas podem ser atraídas a visitar Cocos temporariamente.

       A parte da ilha que acima da superfície tem uma vasta e densa cobertura vegetal com mais de 500 espécies de plantas e mais de 200 cachoeiras.

     Para conhecer tudo o que a Ilha de Cocos oferece, embarcamos no Okeanos Aggressor para um liveaboard de 10 dias no paraíso dos mergulhadores.

      Distante 550km do sul de Puntarenas, 36h de navegação no separavam do continente até a ilha. No início, tivemos a impressão que seria entediante navegar todo esse tempo sem mergulhar, mas a integração perfeita do grupo formado por 13 brasileiros e 8 estrangeiros conseguiu fazer a viagem passar tão rápido com as brincadeiras, jogos, vídeos, que quando nos demos por conta, já estávamos atracados na baía de Chatham Bay para o nosso primeiro dia de mergulhos.

       A turma acordou cedo, todos ansiosos para cair na água logo e ver os grandes tubarões martelos.

      Nosso check dive foi nos próprios recifes de Chatham Bay. A correnteza estava leve e logo que caímos na água, demos de cara com o cardume de tubarões martelos, raias negras, tubarões galha-brancas e grandes moreias. Se um mergulho de “boas-vindas” já é assim, imaginem passar 7 dias fazendo de 3 a 4 mergulhos por dia...

     O segundo mergulho foi em Manuelita Island, um dos melhores pontos da ilha, fomos conhecer a estação de limpeza de tubarões martelos, onde alguns peixes retiram os parasitas e pele morta do corpo deles.

     Além dos martelos, vimos 4 tubarões tigres, novamente raias negras e na parada de segurança, fomos literalmente envolvidos por um enorme cardume de xaréus, que nos deixou desnorteados e sem referência por alguns instantes. Cada vez que saíamos da água, a felicidade era tanta que todos os mergulhadores vibravam vigorosamente de tão impressionados com a explosão de vida marinha vista num único mergulho.

     A maioria dos pontos de mergulho tinham forte correnteza, o que nos obrigava a ficar agarrados nas pedras.

      Além de Manuelita Island, os melhores pontos de mergulho foram Dirty Rock e Alcyone, pela quantidade de tubarões martelos que avistamos, por aparecerem tubarões tigres e de galápagos, bem como os inúmeros tubarões galha-brancas. Em Submerged Rock nos encantamos pela grutinha cheia de peixes. Já em Big dos Amigos os peixes nadavam de cabeça para baixo dentro da gruta e em Pajara Island, vimos um enorme cardume de cangulos acasalando.

     Tivemos 3 dias de mergulhos noturnos, todos recheados de tubarões galha-brancas caçando e “jurel negros”, uma espécie de peixe grande que também se aproveita das luzes das lanternas para caçar os peixes à noite no meio dos corais.

     Perdemos a conta de quantos tubarões nos cercavam à noite. Um dos grupos de mergulhadores foi surpreendido por um grande tubarão de galápagos que resolveu dar um “oi” no mergulho noturno da galera, despertando um nível inigualável de emoção.

      Em 10 dias de liveaboard, mergulhamos 7 dias e fizemos ao todo 24 mergulhos com muita adrenalina.

    A viagem para Ilha de Cocos é tão surreal, que é muito difícil descrever os sentimentos de estar num lugar remoto, o qual é considerado um dos melhores pontos para se mergulhar no mundo, longe de tudo e de todos, mergulhando o dia todo com animais incríveis e em perfeita harmonia, e nas horas vagas ainda conviver com pessoas fantásticas (turistas e staffs).

    Mesmo semanas depois de voltarmos para nossas casas, para as rotinas de trabalho e compromissos pessoais, mantemos contato com os amigos que estavam na viagem e o efeito inebriante que Cocos deixou em todos nós, ainda não passou. Permanece viva a sensação de êxtase total e fica uma saudade imensurável dos dias que passamos embarcados e submersos.    

22.05.2017

        Em época de crise e dólar alto, ter uma opção para viajar ao exterior sem gastar muito dá uma animada para programar as próximas férias.

        Playa Del Carmen é um excelente lugar para unir o útil ao agradável.  O México por si só é um país cheio de contrastes, de histórias e sensações, de templos maias, praias exuberantes e mergulhos excelentes.

        Mas por que Playa Del Carmen?

Playa Del Camen fica a 55km do aeroporto de Cancun e é mais simples, mais traquila,  os preços costumam ser mais modestos e oferece os mesmos destinos de passeios que Cancun, que é referência para muitos pacotes de agências de turismo, cruzeiros, lua-de-mel e por estes motivos os preços tanto de hospedagem quanto de passeios podem ser mais altos.

        Se você não tem a necessidade de ficar em resorts com all inclusive, mas também não quer ficar em hostel, Playa Del Carmen tem várias opções de hotéis bem localizados (próximos à Quinta Avenida), com boa qualificação nos sites de reservas e com custos que variam entre R$ 130 a 180 reais a diária com café-da-manhã para 2 pessoas.

       A Quinta Avenida é a rua mais charmosa e badalada de Playa Del Carmen. Lá você encontra restaurantes e lanchonetes de todos os estilos gastronômicos, lojinhas de artesanatos à grifes de moda, casas de câmbio, agências de turismo e nas ruas perpendiculares, encontram-se algumas operadoras de mergulho, hotéis, mais alguns restaurantes e lojas bacanas para conhecer.

      Ainda com relação à localização, se ficar hospedado em Playa Del Carmen facilita muito os deslocamentos para Cozumel, pois o ferry boat que faze o traslado para a ilha fica muito próximo à Quinta Avenida e custa USD 10,50 por pessoa. Os mergulhos em Cozumel podem ser feitos nos piers de Dive Resorts (o cilindro custa em torno de USD 6,00) ou embarcados em lanchas rápidas com operadoras da própria ilha (saída com 2 cilindros custa entre 70 a 90 dólares dependendo da quantidade de pessoas e se você for bom negociador).

       Além disso, em Playa é possível pegar uma van (chamadas de “colectivo”) para Tulum e mergulhar nos fantásticos Cenotes da região. Cenotes, para quem nunca ouviu falar, são buracos no meio das rochas, por onde passam rios subterrâneos e dependendo a profundidade, pode-se encontrar água doce e/ou água salgada. Existem dezenas de cenotes diferentes para todos os tipos de certificação de mergulho, porém recomendo que procure uma operadora séria com guias certificados. Um pacote de 4 dias (2 cilindros por dia) em cenotes diferentes custa USD 560 por pessoa – inclui transfer de Tulum aos cenotes, lanche e água.       Alguns cenotes ficam em áreas privadas e há cobrança de taxa extra na entrada, mas não é nada absurdo.

      As ruínas Maias de Tulum estão entre as ruinas mais pitorescas e misteriosas da Península de Yucatán.       Vale à pena dedicar um tempo para conhecer e tomar banho na praia do sítio arqueológico. A dica é ir bem cedo, logo que abre o parque para evitar o tumulto de pessoas que chegam com os ônibus de excursão. O parque abre diariamente e cobra uma pequena taxa para entrar. Não esqueça de levar protetor solar e chapéu, pois quase não há áreas de sombra para se proteger do sol.

      Para quem não curte entrar em buraco, tem a opção de comprar um passeio para Isla Mujeres e nadar com os tubarões baleias e raias mantas (melhor época é de Maio a Setembro), pois os animais estão na costa do México para se alimentarem de plâncton. Tem dias que há mais de 200 tubarões baleia nas redondezas de Isla Mujeres e o passeio custa em torno de USD 125 dólares por pessoa com lanche, almoço, bebidas, transfer e equipamento de mergulho (colete salva vidas, máscara, snorkel e nadadeira). Qualquer pessoa pode fazer este tipo de passeio, inclusive crianças, pois não exige certificação de mergulho.

       Outras opções de passeios para quem leva toda a família são os parques aquáticos como XCaret (USD 125 a 155 por pessoa) e Xel-Há (USD 135 por pessoa), as ruínas Maias em Chichen Itzá (USD 75 a 100 por pessoa) e o parque de aventuras Xplor (USD 140 por pessoa).

       Esses valores são os padrões anunciados nos sites, os quais fiz questão de colocar os links, mas todos os passeios conseguimos descontos com uma boa conversa e principalmente quando se vai em grupo e paga-se em dinheiro. Alguns passeios tiveram desconto entre USD 20/25 dólares por pessoa, que é bastante coisa e já paga uma boa refeição.

Dicas:

Tenha sempre repelente e protetor solar na bolsa.

Em Chichen Itzá leve água, pois a agência costuma dar 1 garrafa de 500ml por pessoa, mas se o dia estiver quente, abafado e com sol, você irá precisar de mais água e não tem lugar próximo para comprar.

Todos os lugares você tem que dar gorjeta (eles chamam de “propina”), por isso em qualquer lugar que for jantar ou conhecer, tenha sempre moedas ou dinheiro trocado para colaborar.

Quem leva:

Ferry boats Playa Del Carmen-Cozumel : http://www.cozumel-tours.com/cozumel-ferry-schedule.htm

Mergulhos em Cozumel: http://scubamau.com/ e https://diveparadise.com/

Mergulhos nos Cenotes de Tulum: http://www.xibalbadivecenter.com/

Snorkel com Tubarão baleia e outros passeios citados no texto: http://alvarotours.com/ e http://www.solatinotours.com/

OBS: algumas fotos subaquáticas são de 2013 quando meu equipamento era precário, por isso a qualidade deixou a desejar.

22.05.2017

    Com pouco mais de 50 mil habitantes, Grand Bahama é a quarta maior ilha do arquipélago de Bahamas, localizada ao norte de Nassau.

     As opções triviais para chegar na ilha via Fort Lauderdale – EUA é por ferry boat, que leva 4 horas de navegação ou 40 minutos de voo até o aeroporto internacional de Freeport.

     A capital é West End, onde fica localizado o Old Bahama Bay, resort que foi nosso ponto de partida para dois dias fantásticos de mergulhos em Tiger Beach.

     Conhecida mundialmente por usas águas rasas e cristalinas com mais de 30 metros de visibilidade, Tiger Beach é um parque de diversões para os amantes de tubarões, fotógrafos e filmadores subaquáticos.

     O local é frequentado por inúmeras espécies de tubarões e o mergulhador tem a oportunidade de ver Tiger sharks, Lemon sharks, Caribbean Reef shark, Nurse shark, inclusive Hammerheads e muito mais.

     Porém, há anos, os mergulhadores são atraídos pelos curiosos e oportunistas tubarões tigres, que tem a capacidade de observar cada uma das pessoas ali presentes com seus grandes olhos que mais parecem jabuticabas. Qualquer mergulhador distraído ou de costas para eles poderá se tornar uma presa fácil. Por isso, os instrutores recomendam que os mergulhadores fiquem sempre de frente, atentos e encarando os tubarões.

      A operação dos mergulhos com os grandes tubarões tigres ficou à critério da equipe do Stuart Cove’s que, dentre as operadoras de mergulho que oferecem o passeio, é uma das mais tradicionais e seguras para este tipo de atividade.

      Depois de uma hora de navegação até o ponto de mergulho, os instrutores passam a jogar pequenos peixes mortos no mar para atrair os tubarões. Em poucos minutos, os primeiros a aparecerem para conferir o cardápio são os tubarões-limão e tubarões de recife.

      No primeiro dia de mergulho, ficamos mais de 3 horas em alto mar jogando peixe na água e nenhum tigre aparecia. O mestre do barco achou melhor trocarmos de lugar e atracarmos sobre um pequeno naufrágio. Mais uma hora jogando peixe no mar, quando uma fêmea de tubarão tigre resolveu dar as caras. Quase fomos ao delírio, pois achávamos que voltaríamos para o hotel sem cair na água.

      Foram dois mergulhos com mais de 60 minutos de tempo de fundo aos 6 metros de profundidade com apenas um tubarão tigre, mas dezenas de outras espécies, que circulavam naturalmente, sem se importar com a presença dos mergulhadores.

      No segundo dia de Tiger Beach tivemos mais sorte. Os tubarões apareceram depois de 2 horas que estávamos jogando peixes no mar, porém, chegamos a ver 5 indivíduos juntos ao mesmo tempo.

      Estávamos a uns 8 metros de distância da caixa onde ficavam os restos de peixes que atraíam os tubarões, os quais ficavam em volta para tentar se alimentar com alguma sobra de comida. Com isso, não conseguimos nos aproximar mais para tirar fotos onde a boca do tubarão preenche todo o enquadramento da câmera. De qualquer forma, o que importa é que as lembranças e a emoção de mergulhar com uma das maiores espécies de tubarões, não há memória que apague.

      Mas em Grand Bahama existem mais atrações além de Tiger Beach. Freeport, o principal centro da ilha, oferece um estilo de férias para aqueles que buscam unir os mergulhos com um lugar calmo, mas que também tenha entretenimento noturno e compras.

Port Lucaya é um shopping center aberto localizado o lado da principal marina da ilha e é ponto de encontro para quem gosta de agito, vida noturna, gastronomia variada, bares, lojas, artesanato, etc.

Para os mergulhadores mais entusiastas, em Freeport, no principal centro da ilha, outras duas operadoras oferecem opções de mergulho com tubarões, onde é possível fazer carinho neles, além de mergulho com golfinhos livres em alto mar, bem como mergulho em naufrágios e corais.

Os recifes das Bahamas possuem uma ampla variedade de vida marinha, corais duros e moles, esponjas, centenas de espécies de peixes e os mergulhos geralmente tem a presença de tubarões para tornar ainda mais incrível esse encontro com a natureza.               

       A operadora Unexso (Underwater Explorers Society) oferece um mergulho de alimentação de tubarões, o Shark Junction, onde um dos indivíduos é “hipnotizado” e a feeder, a italiana Cristina Zenato, conduz o animal até os mergulhadores para que todos possam acariciar o tubarão e sentir a textura da sua pele macia.

      Para este mergulho o tempo de navegação foi apenas de 10 minutos, 14 metros de profundidade e 40 minutos de tempo de fundo. Os mergulhadores ficam alinhados, de costas para um pequeno naufrágio e os tubarões são alimentados a menos de 2 metros de distância das pessoas.

Além de tubarões, alguns peixes carnívoros grandes como badejos, xaréus, guarajubas e dentões, se aproximam dos mergulhadores e da tratadora para tentar ganhar um pouco de peixe.

      Outro mergulho interessante de se fazer é o Dolphin Experience, onde os mergulhadores autônomos podem interagir com golfinhos-nariz-de-garrafa em oceano aberto. Para isso, os visitantes são transportados de barco para um recife, enquanto os golfinhos seguem um bote que navega junto com o treinador. O mergulho não passa dos 14 metros e o tempo de fundo fica em torno de 40 minutos.

        Na maior parte do tempo, os mergulhadores ficam ajoelhados na areia formando um grande círculo e o treinador fica no centro, dando os comandos para o golfinho interagir com as pessoas com direito a beijo na boca e nado livre pelos dispersos aglomerados de corais e gorgônias.

        Freeport também atende o público que curte mergulho em naufrágios e corais. Visitamos 5 naufrágios: Theo’s Wreck, S.S. Minnow, Sea Star, Landing Craft e Papa Doc. Desses naufrágios, Theo’s, uma fragata de 228 pés e Sea Star, um cargueiro de 173 pés, ambos afundados artificialmente, foram os mais interessantes pelo tamanho e a vasta vida marinha que habitavam as embarcações.

        Os outros naufrágios eram menores, mas extremamente incorporados pelo ambiente marinho, servindo de refúgios para diversas espécies de peixes, moreias, gorgônias, esponjas e corais. A união disso tudo com uma água cristalina de mais de 30 metros de visibilidade só poderia resultar numa explosão de cores, que deixa qualquer mergulhador encantado com a paisagem subaquática.

Quem leva:

- Tiger Beach: Stuart Cove’s - http://www.stuartcove.com/ - Cada saída de mergulho custou USD 349 por pessoa com 2 cilindros e lastro (em 2015).

- Mergulhos em Freeport:

 Unexso - http://www.unexso.com/  - O mergulho de cilindro com golfinhos custou USD 120 por pessoa, 1 cilindro e lastro (em 2015)

Sunn Odyssey Divers: http://www.sunnodysseydivers.com/

O pacote de 3 saídas de mergulho por USD 259 por pessoa com 2 cilindros por saída + lastro (em 2015).

Dicas:

- Levar lanche e frutas para os mergulhos, pois as operadoras oferecem apenas água.

- Levar protetor solar, pois os barcos não tem muito espaço para se abrigar do sol.

- Em Tiger Beach, como os mergulhadores ficam ajoelhados por mais de 1 hora em cada mergulho, mesmo que a temperatura da água fique por volta dos 26-28 graus, é comum sentir frio com roupa de 3 mm. Recomendamos levar um colete de neoprene de 2 ou 3mm, luvas e capuz para ajudar a manter o calor do corpo.

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© 2020 Erika Beux.